jeudi 26 janvier 2012






então é isto..? O amor no mundo real não passa desta coisa insossa - "foi bom te conhecer", 'sim, foi, mas não dá mais', "espero que dê tudo certo pra você", 'pra você também...', "então, tchau!"; tchau-tchau, dão-se as costas, cada um vai pro seu lado, cabeça abaixada, fones no ouvido... As cores cinzas demais, as ruas escuras demais. Um silêncio nervoso de faróis que zunem ao lado. E um perambular moribundo entre sombras e poças de mijo. Este é o mundo real... Neste mundo real ela não volta correndo pros meus braços, arrependida e aos prantos. Neste mundo real eu não a chamo um segundo antes que o táxi parta. Não existem corridas de reencontro em câmera lenta sob a chuva. Neste mundo real a chuva que cai só serve pra tornar as coisas piores. Neste mundo real, sob a chuva, não há música de fundo - não tem John Lennon & "Here comes the sun". No sun, not only not soon, but no sun at all... Sem grandes apelos. Sem grandes cenas ou grandes palavras... Mal-mal palavras... É assim. E pensar em tudo o que um dia eu li, ouvi e em que acreditei... A verdade é que o amor do Vinícius de Moraes não sai dos seus livros, ou dos seus discos, para dar as caras aqui, onde eu vivo. Nem o amor do Chico. Ou o do Milton. No lugar em que vivo, este mundinho chamado Real, não há nada que valha verdadeiramente a pena - como bem disse o Cioran, "nada vale mais do que nada". Aqui nossas vidas já nascem condenadas... Terminamos o serviço quando criamos a capacidade de ignorar as sensações e os sentimentos. Eu - ser humano um tanto tosco - ainda não... Ainda, minimamente (reconheço), deixo-me guiar pelo que sinto e que me sente... Mas não..! Somente pelo que sinto! E talvez resida aí toda fonte da minha inquietação. Este EU que há dentro de deus. Raiz também do próprio egoísmo. Eu sou eu e o outro é eu e tudo resume-se no Eu. O problema é que Eu espera demais do mundo. Eu espera que o mundo seja como Eu o quer. Mas a verdade é que talvez este mundo talvez não seja assim tão insosso quanto parece aos olhos famintos de grandeza deste Eu. Devo habituar-me à miséria, para assim alegrar-me com o pouco que me é dado - e com a mesquinhez das relações que no Real se cria - ou contentar-me com enganos, vivendo ora alegre, ora triste...

E pensar que a mirei nos olhos e enxerguei ali amor demais... Quanto engano! Hei de contentar-me!




.

Nietzsche (português)









.


.

A mais terrível verdade

tradução por Lya Luft de um fragmento da época do Zaratustra:


Abre-se de repente a terrível câmara da verdade. Há um inconsciente cuidar-de-si, cautela, velamento, proteção do mais difícil dos conhecimentos (...) Agora faço rolar a última pedra: a mais terrível verdade está diante de mim. A verdade invocada do túmulo. Nós a criamos, nós a despertamos: manifestação máxima de coragem e sentimento de poder. (...) Nós criamos o mais difícil pensamento - agora deixem-nos criar a criatura para a qual ele é leve e feliz! Para poder criar, temos de nos conceder liberdade maior do que jamais nos foi dada; além disso, libertação da moral e alívio nos festejos (pressentimentos de futuro! Celebrar o futuro, não o passado! Poetar o mito do futuro! Viver na esperança!). Momentos felizes! E depois fechar de novo a cortina e dirigir os pensamentos para objetivos firmes e próximos!


.


.

Vontade de poder (verão 1885)

(tradução de Lya Luft)

"E sabeis o que significa para mim o "mundo"? Devo mostrá-lo no meu espelho? Este mundo: um monstro de força, sem começo, nem fim, uma firme e férrea grandeza de forças que não aumenta nem diminui, que não se consome, mas apenas se transforma, imutavelmente grande como um todo, uma economia sem gastos nem perdas, mas também sem acréscimos nem ganhos, rodeada pelo "Nada" como suas fronteiras, não transbordando nem esbanjando, nada infinitamente expandido, mas embutido como força determinada num espaço determinado, não num espaço que fosse "vazio" de alguma forma, mas como força onipresente, como jogo de forças e ondas de forças, sendo ao mesmo tempo Um e "Muitos", aqui acumulado e simultaneamente ali reduzido, um mar de forças que se alteiam e escorrem em si mesmas, eternamente em transformação, eternamente retornando em inauditos anos de retorno, com uma enchente e vazante de suas forças, saindo das mais simples para as mais variadas, do mais quieto, hirto, frio para o mais ardente, selvagem, sempre se contradizendo, e depois novamente voltando daquela plenitude para o mais simples, retornando do jogo de contradições para o prazer do uníssono, afirmando a si mesmo, ainda naquela igualdade de seus limites e anos, abençoando a si mesmo como aquilo que tem de retornar eternamente, como um devir que não conhece saciedade nem enfado nem cansaço: esse meu mundo dionisíaco do eterno criar-se, do eterno destruir-se, esse misterioso mundo de prazeres duplos, esse meu Além feito de bem e mal, sem objetivo se não houver um objetivo na felicidade de circular, sem vontade se um anel não tiver boa vontade consigo mesmo - quereis um nome para esse mundo? Uma solução para todos os seus enigmas? Uma luz também para vós, ó ocultos, fortes, destemidos seres da meia-noite? - Este mundo é a Vontade de poder - e nada além disso! E vós mesmos sois essa Vontade de poder - e nada além disso!


.


.

mercredi 18 janvier 2012

Truffaut, François


(écrit par Camila Pontes)

François Truffaut est né le 6 fèvrier 1932 à Paris, France. Il a eu une enfance difficile. François a habité avec sa grand-mère, mais elle est morte quand il avait 10 ans. Après il a vécu avec sa mère et son beau-père, mais ils ne se sont pas bien entendu. François a vu son premier film à 8 ans et il a commencé à aller au cinema fréquemment. Il a quitté l'école à 14 ans et a commencé à voir 3 films par jour et à lire 3 livres par semaine. Sa passion pour les films l'a conduit à créer un club de cinéma à l’âge de 16 ans. Quelques années plus tard, au cours de son service militaire en Allemagne, il a passé un certain temps à la prison militaire. Il a recontré le critique de cinéma André Bazin et ils se sont bien entendu. François a travaillé à la magazine de Bazin, "Cahiers du Cinéma", et il est devenu un critique de cinéma. À l'anné 1957 il s'est marié avec Madeleine Morgenstern. Le premier film de François a été "Les Quatre Cent Coups", en 1959, et il a gagné le prix de meilleur réalisateur au festival de Cannes. Ce film est autobiographique et il est inspiré par des expériences mouvementées que Truffaut a connues lors de son adolescence. Avec quatre autres hommes, François a commencé la Nouvelle Vague, qui a changé les règles du cinéma.




En plus de sa qualité de réalisateur, François Truffaut est aussi un acteur honorable. Il a apparu dans quelques-uns de ses films, tout particulièrement dans "L’Enfant sauvage". Au cours de sa vie, Truffaut a eu trois grandes passions: les femmes, le cinéma et les romans policiers américains.

François a continué à faire les films jusqu'à sa mort en 1984. En dépit de sa fin prématurée (avec 52 ans), François Truffaut a eu un impact immense dans le monde du cinéma et ses films ont connu un engouement durable auprès du public. Truffaut est le cinéaste français le plus populaire et réussi. Ses thèmes principaux ont été la passion, les femmes, l'enfance et la fidélité.






.


.

Louis Malle


(texte écrit par Marlene Moura)

Louis Malle est né a Thuméries, nord de France, en 1932.

Malle a grandi dans une famille d’industriels, de la bourgeoisie. Son enfance s'est passée dans la période de l’occupation de la France pour l'Allemagne Nazi, dans un internat catolique.




Il a étudié dans l’Institut de Hautes Études Cinémathographiques et il été invité par Jacques Cousteau à coopérer avec des filmages sous-aquatiques. Mains son premier film consacré par le prix Louis Delluc est “l’ Ascenseur pour le Échafaud”, avec l’actrice française Jeanne Moreau, en 1958.

Après, il a fait plusieurs films comme: "Calcuta", "Les amants", "Zazie dans le Metro", "Ma mère", et d’autres. Avec ses films, Malle a consolidé son image comme un directeur de thèmes controverses et sans jugements morales.

Enfin, Malle est retourné à la littérature avec un film qui s’appele “ La Lune Noir”, en 1975. Aux États-Unis, il s’est marié avec Candice Bergen.

En 1986 il retourne en France pour travailler dans le film "Au revoir, les enfants", qui a le ton tragique et nostalgique, mais qui l'a remporté le prix "Louis Delluc", le prix "César" et encore le Lion d'Or du "Festival de Venise."



Malle est décédé d'un cancer en 1995.


.


.

Renoir, Jean


(texte écrit par Nathália Mendes)

Jean Renoir et "La Règle du Jeu"
(Paris, 1894 - Los Angeles, 1979)

Jean Renoir a été le deuxième fils du peintre impressionniste français, Auguste Renoir. Il a été réalisateur et scénariste, produisant 28 films en France et aux États-Unis. Ses films les plus célèbres sont "La Grande Illusion" (1937) et "La Règle du Jeu".

Il a combattu comme maréchal au long de la Première Guerre Mondial et cette expérience a influencé son travail autant que le milieu artistique où il a grandi.



Son premier long métrage a été le film muet "La fille de l'eau" (1924), très connu pour ses qualités esthétiques. Son premier film parlant s'appelle "On purge bébé" (1931).

Après sa relation avec Maguerite Houllé, une fille de famille communiste, les films de Jean Renoir ont commencé à avoir des idées plus politiques. Avant la Seconde Guerre Mondiale, son film "La Grande Illusion" tente de promouvoir un message de paix, de l'absurdité de la guerre. Avec "La Bête Humaine" (1938), il commence à réaliser des critiques aux enjeux sociaux de l'époque.



"La Règle du Jeu" est, aujourd'hui, son film le plus célèbre - une forte critique de la société française de l'avant-guerre. Le film est célèbre pour l'utilisation de la profondeur de champ - une technique qui permet plusieurs actions de se passer au même temps.

Le film n'a pas été un succès commercial, mais deux décennies plus tard a été nommé par les réalisateurs de la Nouvelle Vague comme une de ses plus importantes inspirations. Aujourd'hui, il est consideré comme l'un des films plus marquants de l'histoire du cinéma.



.


.