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vendredi 2 mars 2012

As ideias de Heráclito em Nietzsche



Excelente texto em formato .pdf onde a doutoranda do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo, Bárbara Lucchesi, aponta a influência do pensamento heraclitiano sobre os escritos de Nietzsche.

Altamente aconselhável para quem se interessa pela filosofia do bigodudo alemão!






(Friedrich Nieztsche, 1844-1900)


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mercredi 29 février 2012

Wille zur Macht


Cette semaine j'ai remarqué une chose assez intéressante. Quand on veut devenir plus fort - ça veut dire, cultiver notre carapace afin d'augmenter notre endurence vis à vis le monde - on ne fait qu'aspirer à une apparence de force.

Attention au choix des mots de cette phrase-là...

aspirer: prétendre à, porter ses désirs vers, tendre vers;

apparence: aspect, semblant;

force: vigueur, puissance, courage, etc...;

Alors, toute tentative d'endurcir n'est qu'un échec... Même quand il est une réussite! Et voilà ce que me semble le plus ridicule dans tout ce verbiage à respect de Wille zur Macht.

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vendredi 27 janvier 2012

décade sans cadence


Nietzsche est devenu dément.
Deux ans plus tard, Rimbaud est mort.
Comment est-il resté aux gens
Assez d'espoir pour vivre encore?

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jeudi 26 janvier 2012

Nietzsche (português)









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A mais terrível verdade

tradução por Lya Luft de um fragmento da época do Zaratustra:


Abre-se de repente a terrível câmara da verdade. Há um inconsciente cuidar-de-si, cautela, velamento, proteção do mais difícil dos conhecimentos (...) Agora faço rolar a última pedra: a mais terrível verdade está diante de mim. A verdade invocada do túmulo. Nós a criamos, nós a despertamos: manifestação máxima de coragem e sentimento de poder. (...) Nós criamos o mais difícil pensamento - agora deixem-nos criar a criatura para a qual ele é leve e feliz! Para poder criar, temos de nos conceder liberdade maior do que jamais nos foi dada; além disso, libertação da moral e alívio nos festejos (pressentimentos de futuro! Celebrar o futuro, não o passado! Poetar o mito do futuro! Viver na esperança!). Momentos felizes! E depois fechar de novo a cortina e dirigir os pensamentos para objetivos firmes e próximos!


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Vontade de poder (verão 1885)

(tradução de Lya Luft)

"E sabeis o que significa para mim o "mundo"? Devo mostrá-lo no meu espelho? Este mundo: um monstro de força, sem começo, nem fim, uma firme e férrea grandeza de forças que não aumenta nem diminui, que não se consome, mas apenas se transforma, imutavelmente grande como um todo, uma economia sem gastos nem perdas, mas também sem acréscimos nem ganhos, rodeada pelo "Nada" como suas fronteiras, não transbordando nem esbanjando, nada infinitamente expandido, mas embutido como força determinada num espaço determinado, não num espaço que fosse "vazio" de alguma forma, mas como força onipresente, como jogo de forças e ondas de forças, sendo ao mesmo tempo Um e "Muitos", aqui acumulado e simultaneamente ali reduzido, um mar de forças que se alteiam e escorrem em si mesmas, eternamente em transformação, eternamente retornando em inauditos anos de retorno, com uma enchente e vazante de suas forças, saindo das mais simples para as mais variadas, do mais quieto, hirto, frio para o mais ardente, selvagem, sempre se contradizendo, e depois novamente voltando daquela plenitude para o mais simples, retornando do jogo de contradições para o prazer do uníssono, afirmando a si mesmo, ainda naquela igualdade de seus limites e anos, abençoando a si mesmo como aquilo que tem de retornar eternamente, como um devir que não conhece saciedade nem enfado nem cansaço: esse meu mundo dionisíaco do eterno criar-se, do eterno destruir-se, esse misterioso mundo de prazeres duplos, esse meu Além feito de bem e mal, sem objetivo se não houver um objetivo na felicidade de circular, sem vontade se um anel não tiver boa vontade consigo mesmo - quereis um nome para esse mundo? Uma solução para todos os seus enigmas? Uma luz também para vós, ó ocultos, fortes, destemidos seres da meia-noite? - Este mundo é a Vontade de poder - e nada além disso! E vós mesmos sois essa Vontade de poder - e nada além disso!


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mardi 22 novembre 2011

Aurora, Livro II - 138, de Nietzsche


Tornando-se mais terno. - Se amamos, adoramos, admiramos alguém, e depois vemos que esta pessoa sofre - sempre com espanto, pois só podemos pensar que a nossa felicidade, que dele se origina, vem de um rico manancial de felicidade própria -, então o nosso sentimento de amor, adoração e admiração transforma-se em algo essencial: torna-se mais terno, ou seja: o fosso entre ela e nós parece ligar-se por uma ponte, uma aproximação de igualdade parece ocorrer. Apenas então julgamos possível retribuir, já que antes o imaginávamos acima de nossa gratidão. O fato de poder retribuir nos proporciona uma grande alegria e elevação. Buscamos adivinhar o que suaviza sua dor, e lhe damos isso; se quer palavras de consolo, olhares, atenções, presentes, serviços - lhe damos isso; mas, sobretudo: se nos quer sofrendo com o seu sofrimento, damo-nos por sofredores, mas em tudo isso tendo o prazer da gratidão ativa: que é, em suma, a boa vingança. Se não quer e não aceita absolutamente nada de nós, afastamo-nos frios e tristes, quase doentes: é como se nossa gratidão fosse rejeitada - e, nesse ponto de honra, mesmo o indivíduo mais bondoso é suscetível. - Segue-se, de tudo isso, que mesmo no caso mais favorável existe algo degradante no sofrimento, e exaltador e conferidor de superioridade na compaixão; o que separa eternamente esses dois sentimentos.


Nietzsche, Friedrich Willhelm, 1844-1900. Aurora: reflexões sobre os preconceitos morais; tradução, notas e posfácio Paulo César de Souza - São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

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