samedi 12 février 2011
Tradução: Nos cumes do desespero
A idéia de traduzir este pequeno livro de ensaios do escritor romeno Cioran surgiu há um mês. Tendo acabado de lê-lo, ainda atordoado pelo vigor das suas palavras, resolvi pesquisar a obra do sujeito. Para minha grande surpresa, descobri que traduções para o português eram raríssimas e que o autor era bastante desconhecido por aqui. Nos cumes do desespero, por exemplo, que li em francês, ainda não tem uma tradução para o português.
Daí até a idéia de traduzí-lo, mesmo que indiretamente, uma vez que o original tenha sido escrito em romeno, foi um processo natural. Postarei aos poucos, talvez um ensaio por dia, à medida que for avançando com a tradução, de forma que em menos de dois meses tenhamos o livro completo em português disponível no site.
Espero ainda ter tempo para aprender romeno e, quem sabe, traduzir sua maravilhosa obra direto do original.
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Nos cumes do desespero
Prefácio
Ser lírico
Como tudo é longe!
Não poder mais viver
A paixão do absurdo
Medida do sofrimento
A irrupção do espírito
Eu e o mundo
Esgotamento e agonia
O grotesco e o desespero
O pressentimento da loucura
Sobre a morte
A melancolia
Nada tem importância
Êxtase
Um mundo em que nada é resoluto
Contradições e inconsequências
Sobre a tristeza
A insatisfação total
O banho de fogo
A desintegração
Sobre a realidade do corpo
Solidão individual e solidão cósmica
Apocalipse
O monopólio do sofrimento
O sentido do suicídio
O lirismo absoluto
A essência da graça
Vaidade da compaixão
Eternidade e moral
Instante e eternidade
História e eternidade
Não mais ser homem
Sensibilidade mágica
A alegria inconcebível
Ambiguidade do sofrimento
Pó, eis tudo
O entusiasmo como forma de amor
Luz e trevas
A renúncia
Os benefícios da insônia
Transubstanciação do amor
O homem, animal insone
O absoluto no instante
A verdade, que palavra!
A beleza das chamas
Pobreza da sabedoria
O retorno ao caos
Ironia e auto-ironia
A deserção do Cristo
O culto ao infinito
Transfiguração da banalidade
Gravidade da tristeza
A degradação pelo trabalho
O sentido do derradeiro
O princípio satânico do sofrimento
O animal indireto
A verdade impossível
Subjetivismo
Homo...
O amor em resumo
O que importa!
As fontes do mal
Prestidigitações da beleza
.
Ser lírico
Como tudo é longe!
Não poder mais viver
A paixão do absurdo
Medida do sofrimento
A irrupção do espírito
Eu e o mundo
Esgotamento e agonia
O grotesco e o desespero
O pressentimento da loucura
Sobre a morte
A melancolia
Nada tem importância
Êxtase
Um mundo em que nada é resoluto
Contradições e inconsequências
Sobre a tristeza
A insatisfação total
O banho de fogo
A desintegração
Sobre a realidade do corpo
Solidão individual e solidão cósmica
Apocalipse
O monopólio do sofrimento
O sentido do suicídio
O lirismo absoluto
A essência da graça
Vaidade da compaixão
Eternidade e moral
Instante e eternidade
História e eternidade
Não mais ser homem
Sensibilidade mágica
A alegria inconcebível
Ambiguidade do sofrimento
Pó, eis tudo
O entusiasmo como forma de amor
Luz e trevas
A renúncia
Os benefícios da insônia
Transubstanciação do amor
O homem, animal insone
O absoluto no instante
A verdade, que palavra!
A beleza das chamas
Pobreza da sabedoria
O retorno ao caos
Ironia e auto-ironia
A deserção do Cristo
O culto ao infinito
Transfiguração da banalidade
Gravidade da tristeza
A degradação pelo trabalho
O sentido do derradeiro
O princípio satânico do sofrimento
O animal indireto
A verdade impossível
Subjetivismo
Homo...
O amor em resumo
O que importa!
As fontes do mal
Prestidigitações da beleza
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vendredi 11 février 2011
Français 1: L'adjectif possessif 2
Lisez ce petit texte en faisant attention aux adjectifs possessifs.
Moi, je m'appelle Raphäel. J'ai 22 ans et je suis professeur.
Mon père s'appelle Marcus, il a 50 ans et travaille comme ingénieur. Son père, ou soit, mon grand-père, s'appelle Helton, un monsieur âgé et riche qui a une entreprise. Son* entreprise vend des appareils mécaniques. Mr. Helton est marié avec Mary, ma grande-mère. Ils ont 3 enfants: 2 fils et 1 fille. Le premier de leurs enfants est mon père, Marcus. Leur deuxième enfant s'appelle Júlio, et il est mon oncle. Leur troisième c'est Claudia, ma tante.
* Entreprise est un mot féminin, mais comme le prochain mot commence par voyelle, il faut utiliser SON au lieu. Est-ce que vous vous souvenez de cette exception? Sinon, regardez à la page cinquante-deux du livre Tout Va Bien.
Très bien... Maintenant, vous allez compléter le prochain texte avec les adjectifs possessifs qui conviennent:
Je suis fils de Carmem, une professeure comme moi. __________ mère n'a pas beaucoup d'argent, parce que les professeurs ne reçoivent pas bien dans ____________ pays. ___________ mère, ma grande-mère, s'appelle Zulmira et elle est né dans le nordest du Brésil. Le père de ma mère, ____________ grand-père, s'est mariè avec elle et ils sont venus ensemble à Belo Horizonte. _____________ enfants sont seulement des femmes - _____________ première fille a été ____________ tante, Thaís. ______________ deuxième fille c'est ___________ mère, Carmem.
Réponses:
Ma mère/ notre pays/ Sa mère/ son grand-père/ Leurs enfants/ Leur première/ ma tante/ Leur deuxième/ ma mère.
Très bien! Dans la prochaine leçon on va voir les explications des adjectifs possessifs pour la deuxième personne du singulier et du pluriel.
Moi, je m'appelle Raphäel. J'ai 22 ans et je suis professeur.
Mon père s'appelle Marcus, il a 50 ans et travaille comme ingénieur. Son père, ou soit, mon grand-père, s'appelle Helton, un monsieur âgé et riche qui a une entreprise. Son* entreprise vend des appareils mécaniques. Mr. Helton est marié avec Mary, ma grande-mère. Ils ont 3 enfants: 2 fils et 1 fille. Le premier de leurs enfants est mon père, Marcus. Leur deuxième enfant s'appelle Júlio, et il est mon oncle. Leur troisième c'est Claudia, ma tante.
* Entreprise est un mot féminin, mais comme le prochain mot commence par voyelle, il faut utiliser SON au lieu. Est-ce que vous vous souvenez de cette exception? Sinon, regardez à la page cinquante-deux du livre Tout Va Bien.
Très bien... Maintenant, vous allez compléter le prochain texte avec les adjectifs possessifs qui conviennent:
Je suis fils de Carmem, une professeure comme moi. __________ mère n'a pas beaucoup d'argent, parce que les professeurs ne reçoivent pas bien dans ____________ pays. ___________ mère, ma grande-mère, s'appelle Zulmira et elle est né dans le nordest du Brésil. Le père de ma mère, ____________ grand-père, s'est mariè avec elle et ils sont venus ensemble à Belo Horizonte. _____________ enfants sont seulement des femmes - _____________ première fille a été ____________ tante, Thaís. ______________ deuxième fille c'est ___________ mère, Carmem.
Réponses:
Ma mère/ notre pays/ Sa mère/ son grand-père/ Leurs enfants/ Leur première/ ma tante/ Leur deuxième/ ma mère.
Très bien! Dans la prochaine leçon on va voir les explications des adjectifs possessifs pour la deuxième personne du singulier et du pluriel.
Charneca em flor
Eu
Até agora eu não me conhecia,
Julgava que era Eu e eu não era
Aquela que em meus versos descrevera
Tão clara como a fonte e como o dia.
Mas que eu não era Eu não o sabia
E, mesmo que o soubesse, o não dissera...
Olhos fitos em rútila quimera
Andava atrás de mim... e não me via!
Andava a procurar-me – pobre louca! –
E achei o meu olhar no teu olhar,
E a minha boca sobre a tua boca!
E esta ânsia de viver, que nada acalma,
E a chama da tua alma a esbrasear
As apagadas cinzas da minha alma!
Supremo enleio
Quanta mulher no teu passado, quanta!
Tanta sombra em redor! Mas que me importa?
Se delas veio o sonho que conforta,
A sua vinda foi três vezes santa!
Erva do chão que a mão de Deus levanta,
Folhas murchas de rojo à tua porta...
Quando eu for uma pobre coisa morta,
Quanta mulher ainda! Quanta! Quanta!
Mas eu sou a manhã: apago estrelas!
Hás de ver-me, beijar-me em todas elas,
Mesmo na boca da que for mais linda!
E quando a derradeira, enfim, vier,
Nesse corpo vibrante de mulher
Será o meu que hás de encontrar ainda...
Ser Poeta
Ser Poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda gente!
Amar!
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há muitas Primaveras numa vida:
É preciso cantá-las se florida
A alma está. Cantar! Cantar! Cantar!
E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
Nostalgia
Nesse País de lenda, que me encanta,
Ficaram meus brocados, que despi,
E as jóias que p’las aias reparti
Como outras rosas de Rainha Santa!
Tanta opala que eu tinha! Tanta, tanta!
Foi por lá que as semeei e que as perdi...
Mostrem-me esse País onde eu nasci!
Mostrem-me o Reino de que sou Infanta!
O meu País de sonho e de ansiedade,
Não sei se esta quimera que me assombra,
É feita de mentira ou de verdade!
Quero voltar! Não sei por onde vim...
Ah! Não ser mais que a sombra duma sombra
Por entre tanta sombra igual a mim!
Os meus versos
Rasga esses versos que eu te fi, Amor!
Deita-os ao nada, ao pó, ao esquecimento,
Que a cinza os cubra, que os arraste o vento,
Que a tempestade os leve aonde for!
Rasga-os na mente, se os souberes de cor,
Que volte ao nada o nada dum momento.
Julguei-me grande pelo sentimento,
E pelo orgulho ainda sou maior!...
Tanto verso já disse o que eu sonhei!
Tantos penaram já o que eu penei!
Asas que passam, todo o mundo as sente...
Rasga os meus versos... Pobre endoidecida!
Como se um grande amor cá nesta vida
Não fosse o mesmo amor de toda a gente!...
À morte
Morte, minha Senhora Dona Morte,
Tão bom que deve ser o teu abraço!
Lânguido e doce como um doce laço
E como uma raiz, sereno e forte.
Não há mal que não sare ou não conforte
Tua mão que nos guia passo a passo,
Em ti, dentro de ti, no teu regaço
Não há triste destino nem má sorte.
Dona Morte dos dedos de veludo,
Fecha-me os olhos que já viram tudo!
Prende-me as asas que voaram tanto!
Vim da Moirama, sou filha de rei,
Má fada me encantou e aqui fiquei
À tua espera,... quebra-me o encanto!
.
Até agora eu não me conhecia,
Julgava que era Eu e eu não era
Aquela que em meus versos descrevera
Tão clara como a fonte e como o dia.
Mas que eu não era Eu não o sabia
E, mesmo que o soubesse, o não dissera...
Olhos fitos em rútila quimera
Andava atrás de mim... e não me via!
Andava a procurar-me – pobre louca! –
E achei o meu olhar no teu olhar,
E a minha boca sobre a tua boca!
E esta ânsia de viver, que nada acalma,
E a chama da tua alma a esbrasear
As apagadas cinzas da minha alma!
Supremo enleio
Quanta mulher no teu passado, quanta!
Tanta sombra em redor! Mas que me importa?
Se delas veio o sonho que conforta,
A sua vinda foi três vezes santa!
Erva do chão que a mão de Deus levanta,
Folhas murchas de rojo à tua porta...
Quando eu for uma pobre coisa morta,
Quanta mulher ainda! Quanta! Quanta!
Mas eu sou a manhã: apago estrelas!
Hás de ver-me, beijar-me em todas elas,
Mesmo na boca da que for mais linda!
E quando a derradeira, enfim, vier,
Nesse corpo vibrante de mulher
Será o meu que hás de encontrar ainda...
Ser Poeta
Ser Poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda gente!
Amar!
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há muitas Primaveras numa vida:
É preciso cantá-las se florida
A alma está. Cantar! Cantar! Cantar!
E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
Nostalgia
Nesse País de lenda, que me encanta,
Ficaram meus brocados, que despi,
E as jóias que p’las aias reparti
Como outras rosas de Rainha Santa!
Tanta opala que eu tinha! Tanta, tanta!
Foi por lá que as semeei e que as perdi...
Mostrem-me esse País onde eu nasci!
Mostrem-me o Reino de que sou Infanta!
O meu País de sonho e de ansiedade,
Não sei se esta quimera que me assombra,
É feita de mentira ou de verdade!
Quero voltar! Não sei por onde vim...
Ah! Não ser mais que a sombra duma sombra
Por entre tanta sombra igual a mim!
Os meus versos
Rasga esses versos que eu te fi, Amor!
Deita-os ao nada, ao pó, ao esquecimento,
Que a cinza os cubra, que os arraste o vento,
Que a tempestade os leve aonde for!
Rasga-os na mente, se os souberes de cor,
Que volte ao nada o nada dum momento.
Julguei-me grande pelo sentimento,
E pelo orgulho ainda sou maior!...
Tanto verso já disse o que eu sonhei!
Tantos penaram já o que eu penei!
Asas que passam, todo o mundo as sente...
Rasga os meus versos... Pobre endoidecida!
Como se um grande amor cá nesta vida
Não fosse o mesmo amor de toda a gente!...
À morte
Morte, minha Senhora Dona Morte,
Tão bom que deve ser o teu abraço!
Lânguido e doce como um doce laço
E como uma raiz, sereno e forte.
Não há mal que não sare ou não conforte
Tua mão que nos guia passo a passo,
Em ti, dentro de ti, no teu regaço
Não há triste destino nem má sorte.
Dona Morte dos dedos de veludo,
Fecha-me os olhos que já viram tudo!
Prende-me as asas que voaram tanto!
Vim da Moirama, sou filha de rei,
Má fada me encantou e aqui fiquei
À tua espera,... quebra-me o encanto!
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Livro de Sóror Saudade
Frieza
Os teus olhos são frios como as espadas,
E claros como os trágicos punhais,
Têm brilhos cortantes de metais
E fulgores de lâminas geladas.
Vejo neles imagens retratadas
De abandonos cruéis e desleais,
Fantásticos desejos irreais,
E todo o ouro e o sol das madrugadas!
Mas não te invejo, Amor, essa indif’rença,
Que viver neste mundo sem amar
É pior que ser cego de nascença!
Tu invejas a dor que vive em mim!
E quanta vez dirás a soluçar:
“Ah, quem me dera, Irmã, amar assim!...”
A noite desce
Como pálpebras roxas que tombassem
Sobre uns olhos cansados, carinhosas,
A noite desce... Ah! doces mãos piedosas
Que os meus olhos tristíssimos fechassem!
Assim mãos de bondade me beijassem!
Assim me adormecessem! Caridosas
Em braçados de lírios, de mimosas,
No crepúsculo que desce me enterrassem!
A noite em sombra e fumo se desfaz...
Perfume de baunilha ou de lilás,
A noite põe-me embriagada, louca!
E a noite vai descendo, sempre calma...
Meu doce Amor tu beijas a minh’alma
Beijando nesta hora a minha boca!
Ódio?
Ódio por Ele? Não... Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida assim roubei todo o encanto,
Que importa se mentiu? E se hoje o pranto
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, trágico, gelado
Com um soturno e enorme Campo Santo!
Nunca mais o amar já é bastante!
Quero senti-lo doutra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!
Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda!
Ódio por Ele? Não... não vale a pena...
Sombra
De olheiras roxas, roxas, quase pretas,
De olhos límpidos, doces, languescentes,
Lagos em calma, pálidos, dormentes
Onde se debruçassem violetas...
De mãos esguias, finas hastes quietas,
Que o vento não baloiça em noites quentes...
Nocturno de Chopin... risos dolentes...
Versos tristes em sonhos de Poetas...
Beijo doce de aromas perturbantes...
Rosal bendito que dá rosas... Dantes
Esta era Eu e Eu era a Idolatrada!...
Ah, cinzas mortas! Ah, luz que se apaga!
Vou sendo, em ti, agora, a sombra vaga
D’alguém que dobra a curva duma estrada...
Os teus olhos são frios como as espadas,
E claros como os trágicos punhais,
Têm brilhos cortantes de metais
E fulgores de lâminas geladas.
Vejo neles imagens retratadas
De abandonos cruéis e desleais,
Fantásticos desejos irreais,
E todo o ouro e o sol das madrugadas!
Mas não te invejo, Amor, essa indif’rença,
Que viver neste mundo sem amar
É pior que ser cego de nascença!
Tu invejas a dor que vive em mim!
E quanta vez dirás a soluçar:
“Ah, quem me dera, Irmã, amar assim!...”
A noite desce
Como pálpebras roxas que tombassem
Sobre uns olhos cansados, carinhosas,
A noite desce... Ah! doces mãos piedosas
Que os meus olhos tristíssimos fechassem!
Assim mãos de bondade me beijassem!
Assim me adormecessem! Caridosas
Em braçados de lírios, de mimosas,
No crepúsculo que desce me enterrassem!
A noite em sombra e fumo se desfaz...
Perfume de baunilha ou de lilás,
A noite põe-me embriagada, louca!
E a noite vai descendo, sempre calma...
Meu doce Amor tu beijas a minh’alma
Beijando nesta hora a minha boca!
Ódio?
Ódio por Ele? Não... Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida assim roubei todo o encanto,
Que importa se mentiu? E se hoje o pranto
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, trágico, gelado
Com um soturno e enorme Campo Santo!
Nunca mais o amar já é bastante!
Quero senti-lo doutra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!
Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda!
Ódio por Ele? Não... não vale a pena...
Sombra
De olheiras roxas, roxas, quase pretas,
De olhos límpidos, doces, languescentes,
Lagos em calma, pálidos, dormentes
Onde se debruçassem violetas...
De mãos esguias, finas hastes quietas,
Que o vento não baloiça em noites quentes...
Nocturno de Chopin... risos dolentes...
Versos tristes em sonhos de Poetas...
Beijo doce de aromas perturbantes...
Rosal bendito que dá rosas... Dantes
Esta era Eu e Eu era a Idolatrada!...
Ah, cinzas mortas! Ah, luz que se apaga!
Vou sendo, em ti, agora, a sombra vaga
D’alguém que dobra a curva duma estrada...
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jeudi 10 février 2011
Música erudita
Relação de links de sinfonias e outras obras de música erudita MUITO boas:
BACH:
Art of the fugue CD 1 (Bach): Arte da fuga
AArt of the fugue CD 2 (Bach): Arte da fuga
BARTÓK, BÉLA:
Sonata for Violin and Piano no. 1 in C-sharp minor: Sonata para Violino e Piano no. 1
String Quartet no. 1, in A minor: Quarteto de Cordas no. 1
String Quartet no. 2, in A minor: Quarteto de Cordas no. 2
String Quartet no. 3, in C-sharp major: Quarteto de Cordas no. 3
String Quartet no. 4, in C major: Quarteto de Cordas no. 4
String Quartet no. 5 in B-flat major: Quarteto de Cordas no. 5
String Quartet no. 6 in D major: Quarteto de Cordas no. 6
Violin Concerto no. 2 in B minor: Concerto para Violino no. 2
BEETHOVEN:
Symphony no. 9 (Beethoven): Sinfonia no. 9
Symphony no.3 - Eroica (Beethoven): Sinfonia no. 3
Symphony no. 7 (Beethoven): Sinfonia no. 7
DÉBUSSY:
Prélude à l'après-midi d'une faune (Débussy): Prelúdio à Tarde de um Fauno.
MAHLER:
Symphony no. 2 - Ressurrection (Mahler): Sinfonia no. 2
SCHUMANN:
Dichterliebe (Schumann): Amores do Poeta
STRAVINKSY:
Le Sacré du Printemps (Stravinsky): A Sagração da Primavera.
.
BACH:
Art of the fugue CD 1 (Bach): Arte da fuga
AArt of the fugue CD 2 (Bach): Arte da fuga
BARTÓK, BÉLA:
Sonata for Violin and Piano no. 1 in C-sharp minor: Sonata para Violino e Piano no. 1
String Quartet no. 1, in A minor: Quarteto de Cordas no. 1
String Quartet no. 2, in A minor: Quarteto de Cordas no. 2
String Quartet no. 3, in C-sharp major: Quarteto de Cordas no. 3
String Quartet no. 4, in C major: Quarteto de Cordas no. 4
String Quartet no. 5 in B-flat major: Quarteto de Cordas no. 5
String Quartet no. 6 in D major: Quarteto de Cordas no. 6
Violin Concerto no. 2 in B minor: Concerto para Violino no. 2
BEETHOVEN:
Symphony no. 9 (Beethoven): Sinfonia no. 9
Symphony no.3 - Eroica (Beethoven): Sinfonia no. 3
Symphony no. 7 (Beethoven): Sinfonia no. 7
DÉBUSSY:
Prélude à l'après-midi d'une faune (Débussy): Prelúdio à Tarde de um Fauno.
MAHLER:
Symphony no. 2 - Ressurrection (Mahler): Sinfonia no. 2
SCHUMANN:
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STRAVINKSY:
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